Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro
 

Inclusão Digital  

1. Liberdade Digital

Criação de um ambiente de aprendizagem de informática e de Internet para jovens em conflito com a lei, que cumprem medidas sócio-educativas em sistema de internação, semi-liberdade e liberdade assistida nas instituições do Degase (Departamento Geral de Ações Sócio-Educativas). Com o projeto, criado em setembro de 2001, o governo do estado pretende facilitar a reintegração social e a inserção no mercado de trabalho desses adolescentes.

A primeira unidade do Degase a receber o programa foi o Centro Profissionalizante da Ilha do Governador, onde foram montados dois laboratórios de informática – cada um deles equipado com 10 microcomputadores conectados à Internet – para oferecer oficinas profissionalizantes de Informática Básica e Avançada, Montagem e Manutenção de Microcomputadores e Reciclagem de Cartuchos de Impressoras.

Em 2003, uma parceria firmada entre Proderj e Instituto Telemar permitiu que jovens internos do Degase participassem de um curso de Digitação e de Operador de Telemarketing, chegando a atuar, após o treinamento, no call center do sistema de matrícula informatizada da rede pública estadual de ensino, desenvolvido pela autarquia.

Em 2005, o Proderj ampliou a iniciativa, implantando laboratórios de informática em outras unidades do Degase. Graças a uma parceria com o Comitê para Democratização da Informática (CDI), os Centros de Recursos Integrados de Atendimento ao Menor (Criams) de Bangu, Nilópolis, São Gonçalo e Belford Roxo passaram a funcionar como sede para as Escolas de Informática e Cidadania (EICs) da ONG, também voltadas para a inclusão digital. Nestes telecentros, coube ao Proderj providenciar a infra-estrutura de rede lógica com o link de Internet, enquanto o CDI assumiu a capacitação de instrutores e coordenadores segundo sua metodologia, além de fornecer os equipamentos.

No ano de 2006, que marcou o quinto aniversário do Liberdade Digital, o projeto deu um grande salto ao abrir novas turmas de informática para atender aos alunos de escolas municipais vizinhas ao Degase (Oficina de Inclusão Escolar); aos pais, irmãos e parentes dos internos (Oficina de Inclusão Familiar); e aos próprios funcionários do Degase. Foram criadas ainda turmas voltadas para a inclusão dos jovens da unidade Recuperando Vidas do Degase, que fazem tratamento antidrogas, e a Oficina de Apoio e Inclusão, especial para adolescentes em semi-liberdade e liberdade assistida que haviam sido desligados dos demais treinamentos por apresentarem deficiências de leitura e escrita.

Em 2007, o grande diferencial foi a parceria firmada entre o Proderj e a ONG Rio Solidário – presidida pela primeira-dama do estado, Adriana Ancelmo Cabral –, cujos objetivos foram estender o Liberdade Digital para outras cinco unidades do Degase, construindo novos laboratórios de informática, reformando as instalações, promovendo melhorias, gerando novas oportunidades e incluindo atividades culturais no cotidiano dos jovens.

O Educandário Santo Expedito foi a primeira unidade beneficiada, passando a abrigar, desde maio de 2007, não só o Projeto Liberdade Digital, mas uma Oficina Ativa de produção de fraldas para a rede estadual de saúde e uma Sala Multimídia, com capacidade para 50 lugares, onde poderão ser exibidos filmes, encenadas peças de teatros e apresentados shows. Os frutos desta parceria entre o Proderj e a ONG Rio Solidário também já podem ser colhidos no Centro de Atendimento Intensivo de Belford Roxo (CAI Baixada), que recebeu dois laboratórios de informática do Projeto Liberdade Digital no início do mês de março, além de obras de infra-estrutura para abrigar oficinas de serigrafia, gastronomia, adereços e outras atividades culturais.

 

2. Internet Comunitária

Criado em julho de 2001, o Programa Internet Comunitária funcionou de forma itinerante até maio de 2002. Neste período, o Proderj montou laboratórios de informática nas Agências de Desenvolvimento Local (ADLs) do Méier, Realengo, Del Castilho e Ilha do Governador. Por um dia, os laboratórios ofereciam aos moradores das comunidades próximas às ADLs acesso a computadores conectados à Internet.

Em fevereiro de 2003, o programa foi retomado pela então governadora Rosinha Garotinho, com novo formato. O curso passou a ter cinco dias de aula e permanência de 10 dias em cada comunidade, com foco na Baixada Fluminense. Com o novo modelo, os alunos passaram a receber noções básicas de informática e digitação, além de serem apresentados ao portal do Governo do Estado (www.governo.rj.gov.br). Neste período, foram treinadas 21 comunidades do estado do Rio de Janeiro, além de alunos da terceira idade, que recebiam aulas com metodologia especialmente desenvolvida para atender às necessidades específicas dos idosos.

A partir de 2004, a carga horária do Programa Internet Comunitária foi ampliada de cinco para 10 dias de aula e permanência de 20 dias úteis em cada comunidade, o que permitia o treinamento de aproximadamente 120 pessoas. A nova abordagem pedagógica passou a incluir também o recrutamento de voluntários da própria comunidade para atuarem como agentes multiplicadores. Assim, os voluntários recebiam treinamento e passavam a ministrar o curso para as turmas.

Em abril de 2004, em virtude da grande procura pelos cursos de alfabetização digital, batizados de Primeira Inclusão, uma nova fase do Programa foi iniciada. Foram inaugurados os Centros de Internet Comunitária, ou seja, laboratórios fixos para atendimento da população em todo o estado do Rio de Janeiro.

Até o momento, foram inaugurados 78 Centros de Internet Comunitária na capital, Região Metropolitana e Interior do estado do Rio, nos quais o cidadão tem a oportunidade de acessar a Internet em banda larga e receber gratuitamente noções básicas de informática e navegação, sempre com o auxílio de monitores treinados pela equipe técnica do Proderj. A proposta da autarquia para este ano é expandir o Programa para os municípios ainda não contemplados, atendendo assim todo o território fluminense.

3. Município Digital

O Projeto Município Digital tem por objetivo levar às cidades fluminenses acesso à Internet em alta velocidade, sempre priorizando aqueles municípios que possuem menos de 50 mil habitantes, os quais dificilmente são contemplados por investimentos das operadoras de telecomunicações, por falta de viabilidade comercial. Além disso, de acordo com o cronograma definido pela Anatel, as metas de universalização de serviços de telecom no Brasil têm previsão mínima para acontecer entre 2010 e 2020, o que motivou ainda mais a iniciativa do Proderj de antecipar a chegada da web em banda larga às cidades do interior do estado.

Para incluir digitalmente esses municípios, a autarquia utiliza as mais modernas tecnologias de redes sem fio (WiFi, WiMax, WiMesh e comunicação por satélite), em associação com os meios convencionais de conexão cabeada, levando em consideração a topologia e as necessidades de cada município.

Instituído em maio de 2005, através de um acordo de cooperação técnica celebrado entre o Proderj e a Associação dos Prefeitos e dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro (Apremerj), o Projeto Município Digital é desenvolvido em duas fases: inicialmente, executa-se a interconexão dos órgãos que compõem o governo municipal local, assim como das escolas públicas e dos hospitais; em seguida, disponibiliza-se a tecnologia diretamente para o cidadão, através da instalação de telecentros públicos que garantem um acesso fácil e gratuito à web. Também na segunda etapa, os serviços passam a ser oferecidos para entidades privadas e empresas. Dessa forma, o projeto contribui para a modernização da gestão pública, para a inclusão digital da população e para o desenvolvimento econômico dos municípios.

As cidades de Piraí, Rio das Flores e Mangaratiba foram as primeiras contempladas com a conclusão das duas etapas do projeto e já estão colhendo os frutos da iniciativa. Nos municípios de Valença e de Resende, localizados na região do Médio Paraíba, a primeira fase ainda está em execução, mais especificamente nos distritos de Conservatória e Visconde de Mauá, respectivamente. O mesmo acontece na cidade de Paraty, na região da Baía da Ilha Grande.

Em julho de 2007, a sexta localidade a receber o projeto de cidades digitais foi Paraty, localizada na região da Baía da Ilha Grande, no Sul fluminense. Implantada em parceria com a companhia norte-americana NextWave, a rede wireless de Paraty foi a primeira no estado do Rio que, desde a fase piloto, incluiu no desenho de sua rede lógica um link privado – além do link público para atender aos entes de governo –, especialmente destinado à exploração comercial futura dos serviços de voz, vídeo e acesso à Internet por empreendedores locais ou pelos que venham a se fixar na cidade.

Já em março de 2008, o projeto chegou ao município de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. A cidade Imperial ganhou seis locais públicos para acesso sem fio à web (os chamados hot zones) e ampliando a velocidade e o alcance da rede cabeada que já oferecia conectividade a prédios da administração pública e escolas informatizadas da região. Por fim, a última cidade iluminada com rede de Internet wireless foi a cidade de Barra do Piraí, na região do Médio Paraíba fluminense.

Desde o dia 18 de fevereiro de 2008, através do decreto nº 41.181 publicado no Diário Oficial, quando o PRODERJ passou a se subordinar a Casa Civil e não mais a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, o projeto Município Digital foi transferido para responsabilidade da referida secretaria.

 



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