Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro
 

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Segurança da Rio+20 ganha reforço com projeto piloto da Defesa Civil em parceria com Proderj
15/06/2012 - 13h20


Por Gustavo Niemeyer



Você já sabia que o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj) ia colaborar com o Rio+20, e consequentemente com um mundo mais sustentável, seja com a criação do site oficial do evento ou com a transmissão em tempo real das principais palestras para que um maior número de pessoas possa entender a importância do que está sendo discutido no Rio, que virou cenário do mundo. Mas o que você provavelmente não sabe é que a autarquia, em parceria com a Defesa Civil Estadual, também vai ajudar na segurança do evento, com o Centro Integrado de Monitoramento e Coordenação Móvel, o CIMov, que é um centro de operações avançado e móvel.

O CIMov, que estará em fase de testes pela Defesa Civil e pelo Proderj durante o período do evento, funciona como centro de operações avançado, montado em um micro-ônibus, capaz de se deslocar rapidamente para o local de uma eventual crise ou desastre, fazer a vigilância e a integração com diversos órgãos, como o Centros de Controle da Secretaria de Estado de Defesa Civil, o CESTAD (Centro Estadual de Administração de Desastres), o Centro de Operações do Corpo de Bombeiros e o Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Na Rio+20, o micro-ônibus ficará fixado nas proximidades do Rio Centro, local em que ocorrerão as principais palestras e os encontros entre as delegações de vários países. A ideia é que, após o evento, que o projeto seja de fato implantado no estado, tornando possível que a unidade móvel se desloque facilmente pelo Rio de Janeiro com suas equipes para pontos estratégicos diante das necessidades.

O ônibus possui uma antena que garante um link de internet via satélite de alta velocidade, viabilizado pelo Proderj. O Centro Integrado de Monitoramento e Coordenação Móvel conta também com câmeras de alta definição que ficarão monitorando uma área de aproximadamente um quilômetro.

Além de contar com uma equipe dentro do ônibus que fará a vigilância do local presencialmente e de outros locais através do monitoramento por câmera, grupos de fiscais do Corpo de Bombeiros, munidos de smartphones com tecnologia 3G, ficarão espalhados em locais próximos do evento definidos como estratégicos. Assim, eles poderão receber e gerar informações, como fotos ou vídeos, rapidamente para o centro de controle. Isso torna a tomada de decisões estratégicas muito mais fácil e evita problemas maiores como desastres.

No futuro, diante de um acidente como o que aconteceu na Região Serrana, por exemplo, o posto avançado dos centros de operações funcionaria mais ou menos assim: o ônibus iria até o local com equipes para saber o que está acontecendo e ajudar mais de perto. Não havendo possibilidade do micro-ônibus continuar viagem, equipes que estariam próximas com smartphones ajudariam pessoas ou até fotografariam e mandariam informações para o centro móvel que entraria em contato com os outros centros. As informações seriam enviadas em tempo real.

O presidente do Proderj, Paulo Coelho, ressaltou a relevância de se testar um projeto deste porte em um evento de nível internacional. De acordo com ele, o Centro Integrado móvel da Defesa Civil que tem a parceria do Proderj tem como objetivo melhorar a prestação de serviços da Secretaria de Defesa Civil à população, além de modernizar a gestão do estado, trazendo inicialmente mais segurança para a Rio +20.

- Projetos desse tipo só me fazem acreditar que o Governo do Estado vem se preocupando cada vez mais com a prestação de serviços ao cidadão e enxergando a tecnologia como uma importante aliada não só para a modernização da gestão, mas para agir rapidamente diante de uma necessidade. Hoje, não é possível avançar sem o apoio da TI. Esperamos que ações do Centro móvel ocorram com sucesso durante este mais grande evento que faz do Rio uma vitrine e que ele seja de fato uma realidade em nosso estado. Ficamos felizes em sermos parceiros deste projeto da Defesa Civil – disse Paulo Coelho.

À frente do projeto em teste está o Major Luis Eduardo Monteiro Correia da 3ª Seção do Estado Maior do Corpo de Bombeiros. Ele destacou a importância do projeto, que segundo ele, tem como objetivo ser um centro de comunicação móvel que poderá atuar como órgão centralizador de operações.

- O objetivo do Centro Integrado de Monitoramento e Coordenação Móvel é justamente tornar mais fácil a nossa ação em caso de eventos ou desastres. Com os equipamentos que dispomos, o ônibus ficará monitorando em tempo real o que está acontecendo em vários locais do Rio, integrando-se facilmente ao Centro de Operações da prefeitura, por exemplo, o que facilita muito a tomada de decisões – disse o Major.



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