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Centro de Operações da prefeitura é destaque em evento no Rio
23/11/2011 - 16h40


Por Flávia Cohen

A Copa do Mundo só acontecerá em 2014 para as seleções de futebol e torcedores apaixonados, mas para outros cidadãos a Copa já começou. Os governos das três esferas e comitês organizadores já estão trabalhando intensamente para planejar a infraestrutura deste grande evento. E uma delas é a questão da segurança e manutenção da ordem de uma cidade. E foi esse assunto o tema do evento “TIC Segurança Pública na Copa do Mundo de 2014”, ocorrido nesta terça-feira (22/11), no Hotel Novotel, no Centro do Rio.

O Presidente do Proderj, Paulo Coelho, foi o mediador do primeiro painel “Centro de Operações e Monitoramento: Gestão e Tecnologia”, onde foi apresentado pelo assessor especial Alexandre Cardeman do moderno Centro de Operações da Prefeitura, localizado na Cidade Nova, e as ações do Comitê Organizador da Copa de 2014, através da gerente de Cenários e Riscos, Mônica Lacerda.

Coelho explicou que durante as últimas reuniões da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de TIC (ABEP), técnicos de PROs de vários estados manifestaram um grande interesse em conhecer melhor o Centro de Operações Rio. E o presidente Paulo Coelho conseguiu que eles viessem conhecer todo o funcionamento do Centro.

- Sou um entusiasta do Centro de Operações Rio, acompanho o trabalho do Cardeman desde de quando ele montou o centro de operações para o Pan-Americano em 2007 e acredito que o sucesso do evento na cidade credenciou o Rio para ser o escolhido como sede das Olimpíadas. E acredito que estamos no caminho certo, porque estamos com um Centro que é referência mundial de planejamento e operação, essencial para que esses grandes eventos sejam bem-sucedidos aqui no Rio – afirmou Coelho.

Alexandre Cardeman explicou de forma bem esclarecedora todas as etapas de como o centro foi montado, os objetivos, o dia a dia das operações e os desafios para os próximos anos. Ele contou que após as chuvas de abril de 2010 que assolaram o Rio, o prefeito sentiu a necessidade do Rio ser monitorado 24 horas por 7 dias da semana, ou seja, o tempo inteiro. E determinou a construção do Centro que, em tempo recorde, apenas quatro meses, já estava funcionando com 80 telas de vídeo, cerca de 70 operadores representantes de 30 órgãos e concessionárias de serviços municipais. Todos juntos trabalhando para monitorar e solucionar os incidentes da cidade.

- O objetivo do centro é melhorar os indicadores de resposta dos incidentes e os serviços e ter integração com todos os órgãos. E o mais importante de tudo nesse trabalho foi integrar órgãos como Light, Supervia, Defesa Civil, Rio-Águas, Metrô e outros agentes que antes não estavam integrados. Ou seja, cada um tinha a sua central, o seu sistema e não trabalham juntos pela solução de um problema em comum – ressaltou Cardeman.

Isso quer dizer que se, por exemplo, estoura um transformador da Light em determinada rua da cidade, é possível ver através de mais de 150 câmeras espalhadas pela cidade e um mapa georeferenciado que fica no Centro, as escolas próximas àquele incidente que ficarão sem luz, e os sinais de trânsito que vão parar. Assim, os operadores ligam para a escola pública avisando a falta de luz, se ocorrer uma retenção nas vias por conta do sinal apagado desloca-se um agente de trânsito para coordenar o tráfego, enfim, todos os órgãos estão integrando suas informações e tomando medidas de forma mais ágil.

Cardeman conta que depois que a informação sobre tudo que ocorre na cidade chega através de twitter, TV, Rádio, agentes nas ruas e câmeras, essa informação passa por um processo muito importante para o bom funcionamento e a hierarquia do Centro. A informação é identificada e classificada como um incidente “x”, assim como como a sua severidade e o seu risco e dependendo de que risco for é aberto um procedimento de crise, no caso de uma forte enchente, por exemplo. Dessa forma, o caso é levado para uma sala especial de crise.

Esta sala é estruturada com tecnologias de ponta para o prefeito e agentes especiais analisarem aquele incidente crítico. Há uma mesa oval com diversos computadores, telefones e diversas telas à frente com mapas georeferenciados, todas as câmeras espalhadas pela cidade e ainda telões interativos e telepresenças que conecta o Centro à casa do prefeito e a Defesa Civil, caso seja preciso tomar alguma decisão da sua própria residência.

- Temos muitos desafios pela frente, mas acredito que há cinco anos dos Jogos Olímpicos estaremos até lá mais maduros para dar suporte a esses grandes eventos – previu Cardeman.

À tarde, os convidados do evento puderam ver com seus próprios olhos o funcionamento em tempo real do Centro de Operações. O Inspetor Regional da Guarda Civil de São Paulo, Adelson de Souza, diz que a visita ao Rio só tem a agregar ao projeto da prefeitura que também vai construir dois centros como esse do Rio.

- Conhecer o Centro de Operações Rio está sendo muito interessante porque estamos levando subsídios para construir o nosso e, principalmente, nessa questão da negociação política entre todos os operadores de uma cidade, órgãos diferentes que tem cada um sua central e fazê-los integrarem-se, isso vai colaborar muito para o nosso processo – analisou.

Já o técnico em Suporte Computacional da Prodepa do Pará, Fernando Nunes, lembrou o fato de que o Centro é a tradução concreta do uso da tecnologia em função do cidadão, do bem-estar da população.

- A grande sacada do prefeito do Rio foi agregar a este local duas palavras-chaves hoje em dia: colaboração e integração, pois dados isolados não geram informações. Esse Centro é uma visão completa e graças à tecnologia o volume de dados gerados aqui é muito grande e fundamental para a solução de problemas de forma imediata – disse.



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