A democratização da internet através da web 2.0, as ferramentas de código aberto como o software livre e a interatividade buscando o telespectador pela TV Digital ou usuário final, via celular, nos apontam para uma premissa básica: a tecnologia não pode ser exclusiva, precisa ser compartilhada. É tudo uma questão de cultura e posicionamento estratégico. É hora das entidades públicas de tecnologia da informação servirem de exemplo de como podemos integrar ações de entes estaduais e das três esferas de governo.
Por essa razão, na busca em erguer pontes entre os órgãos públicos estaduais de TIC do país, ficou definido durante a 88ª Reunião do Fórum de Diretores Técnicos da Abep, realizada no Rio de Janeiro, entre os dias 30/7 a 01/8, a formação de conselhos temáticos responsáveis em divulgar e disponibilizar projetos bem-sucedidos desenvolvidos nas várias entidades estaduais e em aprofundar e trocar experiências a respeito de temas de interesse comum, para benefício de todas as entidades associadas.
O nosso compromisso, como gestores de entidades governamentais, é gerar aumento real do potencial produtivo e criar soluções de qualidade, de maneira mais rápida e a custos reduzidos. Compartilhando, somos capazes de estimular modos de organização inteligentes e solidários. E não é somente, nós, que ganhamos ao promover eficiência e produtividade, é a própria tecnologia, que se reinventa e evolui com a produção colaborativa, em prol da nossa sociedade.
A proposta é que façamos da troca de experiências realizadas nos encontros da Abep, uma política rotineira entre as entidades. Afinal, projetos criados em âmbito regional, podem, perfeitamente, após processo de customização, ser replicados em outras instituições. Um caso exemplar de solução bem recebida pelos gestores regionais foi a solução GESPI – Gestão de Serviços Públicos por Indicadores, que vem sendo utilizada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, para avaliar, monitorar e aperfeiçoar a prestação de serviços ao cidadão, com foco nas áreas de educação, saúde e segurança pública.
A introdução de novas tecnologias para a expansão de governo eletrônico, como o T-gov, provendo conteúdo de serviços públicos para TV Digital e o M-gov, através de torpedos e de acesso à informação via celular, também são exemplos de esforços do governo fluminense que podem ser compartilhados com outros estados.
Quando o filósofo Herbert Marshall McLuhan profetizou, em sua melhor performance, que o mundo não seria mais uma aldeia, estava decretado o impulso da tecnologia nas relações entre o homem e os impactos que essa ferramenta teria no dia-a-dia de uma nova sociedade. A discussão ganhou contornos que não poderíamos deixar de enxergar. Hoje, não podemos fechar os olhos para a produção colaborativa! Seja bem-vinda!